quinta-feira, 31 de julho de 2008

Todos são iguais perante a Lei... já para a Justiça, alguns são mais iguais do que outros!

A torcida dos apoiadores de Luis Carlos Trecenti para que assumisse a cabeça de chapa na candidatura majoritária arrefeceu seus ânimos, ao menos por ora. É que o juízo eleitoral local não acatou o pedido de cancelamento de registro da candidatura de Isabel Cristina Campanari Lorenzetti, do PSDB. Ela é acusada de se utilizar da estrutura pública para se promover eleitoralmente!
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Os partidos na coligação de oposição “Eu quero mais para Lençóis” ingressaram com o recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral, reforçando a existência da ilegalidade, tendo em vista que a candidata não apenas visitou a praça pública, mas, participou de forma decisiva na organização do evento e dele fez uso. A instância monocrática não permitiu oitiva de testemunhas e juntada de mais provas, apesar de recomendação do Ministério Público.
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Agora no recurso, os autores da peça inicial vão buscar em instância superior o direito que entendem ter! Aliás, instância superior existe para reformar - ou referendar - decisões de juízos monocráticos. No Tribunal, mais de um juiz avalia o caso e vota, sempre, com a participação do Ministério Público Eleitoral. Dentre os argumentos no recurso, o de que houve, sim, propagação e publicidade de candidatura com recurso público.
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Na sua concepção, o reencontro era para destacar apenas pessoas que fizeram suas vidas, muitas delas bem sucedidas, fora de Lençóis Paulista. Assim, não tem sentido que a candidata, muito bem sucedida empresarialmente e no âmbito local, tivesse concedido entrevista em espaço da praça pública circundado de centenas de pessoas. Ao impedir a juntada de mais provas (dilação probatória) e oitivas, o juízo local coibiu direito elementar!
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A decisão ainda contraria a lei 9.504/97 que permite a participação de candidatos aos cargos do executivo em inaugurações de obras e serviços públicos apenas até três meses antes do dia das eleições. Assim, desde o dia 5 de julho é proibida essa participação. Ora, Isabel não apenas marcou presença como ex-diretora de educação e cultura que organizou o evento, como dele se beneficiou.
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Ao reencontrar pessoas e suas famílias agradecidas com a homengem e, principalmente, eleitores em potencial, a candidata e a sua comitiva fizeram questão de ser vistas e ela de ser lembrada como sua organizadora. O quesito patrocínio público do show foi derrubado também pelo juízo eleitoral, sob o argumento de que foi pago pelas empresas Zillor - junto das quais a família da empresária tem participação acionária.
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Se a Zillor bancou o show, porque não houve a divulgação desse patrocínio durante todo o período que antecedeu o evento? E ainda que o show artístico fosse patrocinado, não é permitida pela legislação a sua realização em inaugurações públicas em período eleitoral! Houve infração clara e nem é preciso estar travestido de autoridade judiciária para ver que é óbvia a utilização da máquina pública em favor da candidata que integrou o governo municipal e que por esse é patrocinada politicamente!
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Nada contra a ex-diretora e que ela seja candidata, mas, que faça isso às suas expensas, afinal falta de recursos financeiros não é para si problema. É abastada, porém, em jogada infeliz da equipe de marketing, se apresenta como humilde, sem recursos. Quem teria recursos seria o seu marido. Cabe aqui uma célebre frase: “a mulher de César não apenas tem que ser honesta, mas, sobretudo, parecer honesta!”
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A prefeitura fez questão de divulgar que o ‘reencontro’ foi organizado pela diretoria de educação e cultura, obviamente porque ao governo Marise interessava que todo o mundo - em especial os eleitores em potencial - fixasse a atenção no setor que o promovia. É de conhecimento público que quem organizou o evento, ainda na condição de titular da pasta, foi Isabel Cristina Campanari Lorenzetti. Como se vê, agora, a prefeitura quer dividir o feito com a Zillor!
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Outro equívoco na avaliação do juízo eleitoral local é sobre ‘igualdade’ na quantidade de espaço ‘jornalístico’ concedido à candidatura de Isabel Lorenzetti, ao seu vice e aos demais candidatos na oposição. Esta coluna já denunciou que é discrepante o trato desigual nesses veículos em relação aos quatro candidatos à prefeitura municipal. Será que pelos jornais Eco e Tribuna, a autoridade judicial conseguiu saber da existência de outras duas candidaturas?
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Claramente, a candidata-empresária também no ramo de comunicação por meio de seu esposo (ela não declara no Imposto de Renda participação nas empresas) é, sim, beneficiada com a maior quantidade de matérias, ou seu vice, ou, ainda, seu apoiador, o prefeito José Antonio Marise. Dois deles (Jessé e Coquinha), para Eco e Tribuna, nem existem, haja vista o exíguo espaço concedido.
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Bom saber que as empresas Zillor, que têm essa ‘consciência de responsabilidade social’, estão com recursos para oferecer qualidade de vida aos lençoenses! Já que é assim, podiam mesmo cumprir com a lei 4870/65, que instituiu o PAS – Plano de Assistência Social, e oferecer de forma gratuita a assistência médica, hospitalar, farmacêutica e de lazer aos seus funcionários e dependentes.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A briga interna da candidatura nada popular do empresariado lençoense

Deve sair hoje a decisão da Justiça Eleitoral sobre a utilização indevida de estrutura pública por parte de Isabel Cristina Lorenzetti, candidata ao cargo de prefeita pelo PSDB. Ela é acusada de se utilizar do Dia do Reencontro, promovido e pago pela prefeitura na sua campanha. Já há torcida no próprio grupo para que Luis Carlos Trecenti assuma como candidato a prefeito!
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Dizem as más línguas que grande parte de seu próprio grupo político torce para que Isabel Lorenzetti seja mesmo condenada porque, assim, o prefeito José Antonio Marise teria como pagar a dívida de gratidão que tem para com o seu avalista político Luis Carlos Trecenti. E do lado da oposição, já há outras denúncias de uso da estrutura pública em prol da candidatura da situação.
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E o Ministério Público do Trabalho – MPT, por sua representação em Bauru da 15ª região, deve anunciar ainda hoje os termos do Termo de Ajustamento de Conduta – TAC a ser imposto à Prefeitura de Lençóis Paulista e que, exatamente, estabelece regras à eliminar a prática irregular de contratação de pessoal para trabalhar para o Município, em especial na Saúde, porém na condição de funcionário da OCAS.
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Deve por orientação do marketing da candidatura da situação em Lençóis Paulista a produção de folhetos de campanha, os chamados “santinhos”, que apenas os candidatos majoritários e o apoiador, prefeito Marise, apareçam. No verso desses folhetinhos, constam apenas os nomes e o número do candidato, mas, não a fotografia. Já têm candidatos da situação bravos porque se sentem coadjuvantes no pleito.
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Cá entre nós, o candidato a vereador precisa ser divulgado de forma completa. Nem sempre as pessoas associam o nome à imagem da pessoa. Sem essa, dificilmente haverá a memorização. Para os eleitores que têm dificuldade de leitura, ou seja, que são analfabetos funcionais ou analfabetos completos, a situação é ainda pior. Mas faz sentido a estratégia da equipe.
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O que não faz nenhum sentido é a associação entre o Lula, mensalão e Tipó! A Terceira Coluna do Eco desta terça-feira, produzida por Moisés Rocha, marqueteiro da candidatura da situação, faz essa relação que entendemos ser esdrúxula. Colunistas deveriam ter em mente que leitores e, especialmente, eleitores alfabetizados politicamente não são bobos!
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Eu já tinha lido que muitos candidatos do PSDB em vários Estados, ditos inimigos figadais de Lula, especialmente no Congresso Nacional, é que têm querido embarcar no “avião” de popularidade do presidente da República e não o contrário. É que esses adversários, que nada tem a ver com o povo, querem para si um pouco de maquiagem de povo.
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E isso é tão verdade que a professora aposentada, empresária de comunicação e usineira que, rararamente vai a periferia dos bairros que seu jornal gosta de divulgar nos momentos mais trágicos, tem feito esse sacrifício! E outra dádiva: tem levado seu marido, o diretor do jornal Tribuna que ainda não se tocou que pelo menos nesse período, precisa evitar bater nesse povo miserável, mas, que vota.
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Mas as visitas são muito bem cercadas de seguranças! Além do brutamonte e bate-pau que todos - especialmente os funcionários do almoxarifado – conhecem, há pelo menos outros 8, da chamada P2 para garantir que o povo não vai molestar física e moralmente a candidata. Um exagero, já que o povo – apesar de espezinhado por esse empresariado tosco e caipira – é de bem e de paz.
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E poucos candidatos, pouquíssimos aliás, têm veiculado nos jornais ‘comerciais’ suas propagandas. É porque o custo é proibitivo. Apenas quem tem recursos certamente se utilizará dessa ferramenta. Por ora, só mesmo a candidata usineira é que aparece em seu veículo de comunicação e nos que dão apoio à sua candidatura. Detalhe: vai precisar mostrar que ‘pagou’ por isso!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma mentira dita muitas vezes e por muitas pessoas vira verdade. Fiquemos atentos!


Continuemos com a análise sobre o comportamento dos editores de jornais locais, sobretudo em relação ao tratamento diferenciado que dão às candidaturas em destaque. Os jornais Eco e Tribuna e agora o jornal da campanha estão todos firmes na ampla divulgação Bel Lorenzetti, mulher do dono do conglomerado Sociedade Rádiodifusora. Esses jornais dão tratamento desigual às candidaturas.
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E está desigual não apenas na proporção de textos, mas, especialmente, nas fotografias. Em ambos os jornais, os quais, teoricamente teriam que respeitar seu leitor porque esse paga pela obtenção das informações, há o favorecimento da candidatura Bel Lorenzetti! Basta observar as fotos para concluir que esses veículos trazem a candidata-empresária-usineira sempre em condição favorável, focada.
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Já o candidato Tipó, está sempre em planos inferiores e desfocado. Este jornalista já revelou aqui que esses veículos se juntaram (não oficial e juridicamente) mas na mesma luta de desqualificar as demais candidaturas majoritárias, especialmente o candidato do PV e coligação à esquerda. Óbvio está que Tribuna, Eco, Ventura e Difusora escolheram um lado, em completo desrespeito ao cidadão, ouvinte, leitor e eleitor!
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Não bastasse a desqualificação do candidato, o jornal Tribuna Lençoenses, de há muito tempo, desqualifica e – em alguns casos – imbeciliza o leitor. Desde sempre, esse jornal critica os movimentos e lideranças populares como o PT e próprio presidente Lula, além de achincalhar os pobres. Na edição deste sábado, a coluna Reflexo, deixou claro que “analfabetos” não deveriam ter direito a voto!
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Pois é, a candidata-empresária se esquece de que esse povo que o seu jornal discrimina é quem vai votar e a maioria deles é, sim, composta por analfabetos completos ou funcionais. Se esquece que esse povo que mora em bairros pobres como Júlio Ferrari, Primavera e em toda a periferia é exatamente aquele que seu jornal faz questão de desqualificar com atitudes pré-conceituosas.
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Aliás, alguém já reparou que as principais matérias do Jornal Tribuna são aquelas que mostram a miséria popular? Desde sempre, o jornal estampa as desgraças dos pobres e discriminados. É manchete sobre assassinato na periferia, prisão de seus moradores por porte de drogas e outras desgraças que, na cabeça dos editores e colunistas desse jornal, só ocorrem na periferia da cidade.
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Ainda não li nada nesses jornais que apresentem soluções às tais desgraças do povo como programas dos governos, inclusive local. Onde é que estão os resultados da geração de emprego e renda aos investimentos milionários até aqui feitos? Onde é que estão os programas sociais eficazes, sob o comando da Promoção Social e Fundo Social de Solidariedade?
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Ao invés disso, o centro da cidade ganha toda a atenção e reformas - aliás o governo local é mesmo de “reformas” e nada de novo! Enquanto isso, na periferia onde há desempregados ou aqueles que recebem salários miseráveis nas indústrias do açúcar, celulose, recondicionamento de óleo, etc., cujos donos são candidatos ou têm seus representantes, vêm com esse papo-furado de continuidade de progresso e de geração de empregos!
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E a equipe de marketing do grupo de Bel quer mesmo fazer o povo acreditar que se há uma candidatura milionária, essa é a de Tipó. É digna de 'pena' a situação da empresária, se se considerar a sua declaração de rendas junto à Justiça Eleitoral! Eu acho que o povo fará deve fazer “vaquinha” para ajudá-la. Detalhe: ela não aparece como sócia nas empresas de comunicação. O dono é o marido!
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No jornalzinho da campanha de Bel, o destaque é do vice Luis Carlos, com a mão no formato de D ao invés de B, e Marise – que devia ter se licenciado. O jornal usa fotos com crianças em uniformes escolares com a logomarca da administração. A candidata da “educação” não pode usar tais recursos, até porque, como diretora dessa área tinha mesmo a obrigação de fazer e bem com o dinheiro que é público!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não concordo com a Con, com o que diz e faz, mas, respeito sua liberdade!


“Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte, o direito de dizê-la”. A frase é atribuída à autoria de François-Marie Arouet, conhecido como Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 - 30 de maio de 1778), que foi poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista. O pensador francês defendia a liberdade de ser e pensar diferente. Outras tantas célebres frases, em defesa da liberdade de expressão, também lhe são atribuídas, dcntre as quais, outra, com a qual me identifico: “meu ofício é dizer o que penso”!
Há também mais duas, que tomo por empréstimo, para ilustrar: “O segredo de aborrecer é dizer tudo” e “Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”. Nesse sentido, não quero prolongar o episódio da censura imposta pela editora Conceição Gigliolli Carpanezi à veiculação neste ECO do blog “Não Concordo.Com”, de minha autoria.
Em sua nota ‘A questão não é não concordar’ sobre meus textos, ‘Con’ não atentou que o referido está embasado no conceito de liberdade de expressão, de dialética, cuja referência é o pensamento de Voltaire. A sugestão desse nome veio ao encontro do que se pretendia para a salutar diversidade de opinião e é de autoria do maior incentivador, e leitor assíduo-fã deste jornalista, o meu prezado Moisés Rocha – ironicamente, dono do jornal! Digo ironicamente, porque, não foi sua iniciativa a censura à veiculação blog. Aliás, a decisão, precipitada, aconteceu quando MR estava há quilômetros de distância física do jornal, embora, já tivesse anunciado que não mais interferia editorialmente. Não é primeira vez que a editora toma medidas equivocadas e talvez não seja a última – a menos que peça para sair.
Este ‘direito de resposta’ pretende esclarecer que este jornalista não ganha a vida como sindicalista – até porque não é verdade. As funções de diretor regional e secretário-adjunto do Interior e Litoral do Sindicato dos Jornalistas e diretor de relações institucionais (e internacionais) na Federação Nacional dos Jornalistas, são voluntárias e solidárias!
Assessoro, sim, muitos sindicalistas, inclusive rurais – em temas como comunicação e política. É um trabalho remunerado, porém honesto e todo o mundo sabe. É preciso esclarecer porque houve direcionamento acintoso e maldoso dessa condição!
Mantenho tudo o que escrevi no blog http://naoconcordocom.blogspot.com, onde o leitor do Eco poderá encontrar informações que não serão publicadas aqui e em outros veículos de comunicação!
Para finalizar, outra contribuição libertária dos franceses:

“Inexiste, no Mundo, coisa mais bem distribuída que o bom senso, visto que cada indivíduo acredita ser tão bem provido dele que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam desejar possuí-lo mais do que já possuem. E é improvável que todos se enganem a esse respeito; mas isso é antes uma prova de que o poder de julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso, que é justamente o que é denominado bom senso ou razão, é igual em todos os homens; e, assim sendo, de que a diversidade de nossas opiniões não se origina do fato de serem alguns mais racionais que outros, mas apenas de dirigirmos nossos pensamentos por caminhos diferentes e não considerarmos as mesmas coisas. Pois é insuficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e os que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se continuarem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam.” Trecho do livro Discurso e Método, de René Descarte:

Alcimir Antonio do Carmo, é jornalista, pós-graduado em jornalismo internacional e pós-graduando em política e relações internacionais

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Eco censura veiculação do blog. Editora não gosta de matéria contrária aos seus clientes!

O leitor do Eco que recebe as edições das quintas-feiras não terá a reprodução deste blog ‘Não Concordo.Com”. É que Conceição Gigliolli Carpanezi, num ato de censura, resolveu não mais publicá-lo. Ela não gostou de ver no jornal que edita, notícias as quais não publica porque ora omite e ora é “furada” por este colunista. Ficou mais fácil não concordar e não concorrer.
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Descontrolada, publicou ‘editorial’ na página A2 do jornal de sábado para justificar o injustificável porque censura não tem justificativa. Aliás, o texto foi produzido a quatro mãos, embora assinado por ela. Nele, responde publicamente a e-mail que recebeu privativamente deste colunista. Há uma série de impropriedades que serão esclarecidas no mesmo espaço e quantidade de texto na edição de sábado próximo.
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Conceição nunca quis a participação deste jornalista, que sempre deixou claro que defendia o lado dos trabalhadores rurais. Ao contrário do que, maldosamente diz, ou seja, que este jornalista ganha a vida como sindicalista, é preciso esclarecer que o sindicalismo, é, sim, um trabalho para este jornalista que assessora muitos dirigentes sindicais rurais. Inclusive para saber como lidar com a comunicação e comunicadores - especialmente os que assessoram empresários do setor!
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Por outro lado, sim, sou dirigente sindical: diretor regional em Bauru (com 103 cidades) do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e também o secretário-adjunto do Interior e Litoral e, ainda, diretor de relações institucionais na Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ. Em ambas as entidades, não há remuneração. É um trabalho voluntário e solidário.
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Quem paga os meus salários são as empresas de comunicação - das quais sou dispensado do trabalho diário para o exercício do mandato sindical e também pelos assessorados no sindicalismo rural. Essa informação é pública. Ao contrário de Conceição, que, omite ser assessora de imprensa do setor canavieiro e também de candidatura majoritária, ambas as funções via “sua” empresa de assessoria.
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Quem assessora pessoas físicas e/ou jurídicas não pode dirigir veículo de comunicação que trate de temas de assessorados, especialmente, deveria se abster de produzir matérias para o jornal que dirige. Esse comportamento é condenável, sobretudo do ponto de vista ético. É suspeita para tratar de assuntos que venham de (e não ao) encontro aos interesses desses seus clientes
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É inevitável que influencie em favor de seus clientes em matérias que tratem de assuntos para os quais é contratada para defender. A ‘jornalista’ precisa decidir se quer assessorar os produtores canavieiros, candidata a prefeita ou aos leitores. Se decidir que quer produzir notícias para os leitores, deve ter apenas o compromisso com esses. Não pode servir a ambos ao mesmo tempo, pois, nem sempre, os interesses são comuns.
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No meu caso não há que usar o argumento de falta de ética, porque: 1) nunca escondi o lado que escolhi. 2) não sou funcionário do jornal e os textos veiculados nesse não eram de sua responsabilidade; 3) Não se trata de coluna, mas, a reprodução de um blog – aliás sob a condição de que não sofreria qualquer intervenção editorial; 4) o blog veiculado no Eco era uma forma de contrapor as notícias e de ser crítica a elas.
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O leitor do Eco perde a oportunidade de refletir sobre o que está por trás das notícias desse e de outros veículos. Na edição desta quinta-feira, a jornalista 'cavou' uma matéria para atender a cliente de ‘seu’ escritório de comunicação. Para não parecer óbvia a assessoria, colocou outra candidata a prefeita, de outra cidade, só para não dar na cara que interesse defende. Os leitores não são bobos!
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E continua a desesperada busca por arranjo jurídico de candidata-empresária de comunicação. É que, se virar prefeita e continuar sua dona, não poderá enviar dinheiro público para essas. Revelado – e ‘melado’ – o esquema da fusão entre dois grupos tradicionais de comunicação, outra alternativa - quente, muito quente e em freqüência modulada - é pensada. Que tal o divórcio – recurso, aliás, já utilizado por ex-prefeito da região para fazer a esposa sua sucessora na prefeitura!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O rolo compressor da mídia sobre direitos do leitor e eleitor!

É descarado o apoio que os ‘veículos de comunicação’ de Lençóis Paulista, especialmente os jornais, dão à candidatura Bel Lorenzetti/Luis Carlos Trecenti. A Tribuna Lençoense, de propriedade da candidata, trouxe matéria no sábado sobre convenção dos partidos, mas, a foto de primeira página retrata apenas o evento dos tucanos (PSDB) e demos (DEM).
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ECO da terça-feira destaca que “Bel quer parque do povo” e que a “dupla planeja construir um complexo para atividades de esporte e lazer...”. ‘Projeto de governo’? Ué, mas não é preciso ganhar a eleição primeiro? Os dois jornais apresentam Bel e Trecenti como empreendedores, capazes, e Tipó e Palamede como meros jovens, inexperientes e representantes de estudantes!
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Ambos os jornais desrespeitam os leitores e eleitores. Jornais sérios e isentos trazem, na mesma proporção, imagens e textos dos candidatos – mesmo que sejam de propriedade dos candidatos ou de grupos que os apóiem. Os grandes jornais paulistas, como a Folha de São Paulo e mesmo da região como Jornal da Cidade e o da Barra, de Barra Bonita, seguem o que determina o profissionalismo e a ética.
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A impressão que se nos passam Tribuna e este ECO é a de que a pauta é decidida em conjunto entre ambas as direções dos veículos e que esses seguem a mesma linha de destaque da candidatura Bel, que não é a única. Esses dois veículos deveriam destacar as quatro candidaturas, mesmo que apóiem o grupo hegemônico econômico e de comunicação. É uma questão, reitere-se, de respeito.
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Corre nos bastidores da comunicação e política que já há negociação para uma futura fusão entre ECO e Tribuna, até porque se Bel vencer as eleições, não poderá publicar editais e atos oficiais no jornal de sua propriedade. Antes, porém, e para atender a campanha, Tribuna deverá circular duas vezes por semana e sua função será a de bater na candidatura Tipó/Palamede.
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Imagens em destaque podem gerar efeitos os mais controvertidos, especialmente em jornal. Em geral, quando lê a manchete, a imagem vem em complemento. Isso é está previsto na signagem da comunicação, semiótica, percurso de olho. A foto do trio Marise/Bel/Trecenti chama a atenção, mas o título por sobre essa (e que é de outra matéria) é este: “Polícia vai fiscalizar motorista embrigado...”.
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Outra imagem marcante, desta vez no ECO, na página A2, é a foto de Edson Fernandes (PT), com camisa em tom azul tucana, e Manezinho (PSDB) com vermelha petista. Uma foto salutar, pois, nunca um petista foi tão tucano tanto quanto um tucano tão petista. Manezinho conseguiu recursos até do governo federal e através de um comunista, da base aliada do presidente Lula.
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Mas, voltemos à mídia. O ECO, pela editora Conceição Carpanezi, veiculou uma página sobre o encontro que discutiu as perspectivas do setor sucroalcooleiro e, dentre as pérolas, menção sobre o entendimento do economista Plínio Nastari de que o Ministério Público do Trabalho – MPT reveja seus conceitos. Ora, não seria mais produtivo que os donos de engenho virassem empresários socialmente responsáveis?
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Segundo o ilustre especialista, regiamente pago pelo setor sucroalcooleiro, “há ações contra plantadores de cana porque o sabonete usado nos alojamentos é líquido e não em pedra”. Os trabalhadores também devem reclamar porque a água que consomem é nacional e não francesa e que o caviar não é de esturjão iraniano. Os alojamentos são mesmo ‘maravilhosos’, muito ‘confortáveis’!
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E por falar em ‘responsabilidade’, são chocantes as cenas que correm o mundo com a violenta ação da polícia do governador José Serra. Os funcionários públicos do Estado atuaram em defesa da Usina Cocal, do prefeito do PSDB de Paraguaçu Paulista. O ECO recebe todas as matérias sobre violências contra os rurais, mas, nunca as publica. Para quem quer saber e ver mais sobre o tema: http://www.rel-uita.org

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tartarugas, coelhos e águias chegam algum dia lá... no cume, no penhasco!

Tartaruga. Esse parece ser o animal-símbolo da campanha do candidato a prefeito Ailton (Tipó) Laurindo. Em discurso que fez na sessão especial da Câmara dos Vereadores contou uma bela estória sobre a corrida da tartaruga e da águia até o alto de um penhasco. A dúvida de muitos na platéia é se a referência à lentidão do animal é alento de persistência ou se já deu recado a uma possível desistência!

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A adoção de animais-símbolos em partidos é comum em vários países. Os mais conhecidos são o dos democratas (um jumento) e dos republicanos (um elefante) nos Estados Unidos da América, com os seus significados peculiares. Para nós, interessa saber se Tipó mencionou a tartaruga - que vive mais de duzentos anos – no afã de mostrar que vai chegar em outubro no topo do penhasco político, ou se daqui a vinte, trinta anos...

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E é corrente o comentário de que na estratégia de Tipó, Palamede desistiria e seria o seu vice, e, mais adiante, abriria mão da própria candidatura a prefeito em troca de um apoio total e irrestrito à sua caminhada à Assembléia Legislativa de São Paulo, com a desistência de Marise ou mesmo com uma sua candidatura a deputado federal. São especulações, porém, que não deixam de ser alviçareiras. Em política, quase tudo é possível!
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Tanto isso é verdade, que o companheiro presidente Luis Inácio Lula da Silva, fez de tudo para que em Belo Horizonte PSDB e PT se unissem em torno da candidatura para prefeito do PSB. No final, o PSDB não entrou oficialmente na coligação, mas, apóia o mesmo candidato do PT. Pela região também acontecem coisas que até bem pouco tempo eram impensadas, a parceria Edson Fernandes (PT) e José Antonio Marise (PSDB), por exemplo.

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Mas não é só em Minas Gerais e em Lençóis que o PT não sabe bem qual é a sua. Em Barra Bonita, o vereador Matheus Stangherlin, que perdeu as prévias a prefeito para o colega Marcelo Cavinato, quer agora se juntar com Mário Teixeira (PC do B). Ele receia não conseguir se reeleger vereador. Pior do que isso é que o presidente do PT, Jair José dos Santos, e já avisa que não participa da campanha de Cavinato, em desrespeito a decisão da maioria dos petistas.

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Em Mineiros do Tietê, a ex-vereadora Rose Rossi (PT), na contramão do partido, se junta como vice-prefeita na candidatura encabeçada por membro do PPS - partido do conhecido ‘comunista’ Roberto Freire. E a competente Estela Almagro (compete, compete...) desistiu da candidatura própria do partido para se somar, na condição de vice, com Rafael Agostinho, do PMDB. É assim: o PT já não é mais o mesmo, infelizmente!

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E o ‘petista’ Edson Fernandes é autor de mais uma pérola. Sob o argumento de que os documentos da Câmara de Vereadores precisam ser preservados à história, sugeriu projeto de resolução que assegura convênio com um centro de documentação. Nada contra o projeto ou a entidade conveniada, mas, com tanto assessor ganhando altos salários, essa tarefa bem que poderia ser realizada com os recursos já existentes.

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Com cerca de 11 minutos de horário de eleitoral no rádio, o PP lança seu próprio candidato a prefeito: Jessé Luqueto (com ‘Xande’, irmão de Nardelli) de vice e promete fazer barulho. Começa por questionar a legalidade das convenções, que, segundo ele, estariam eivadas de impropriedades. A condição para que assumisse a candidatura, foi a desfiliação de José Prado de Lima (Pradinho), até então, ícone do partido.

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E nas terras da boca do sertão, dos ‘modernos’ coronéis, a pressão continua a mesma. Pelos bastidores, um candidato a vice do Tipó foi procurado por colega de profissão para que se lembrasse de que se assumisse essa condição, poderia ser prejudicado. Já um conhecido produtor de cana não gostou da relação que este colunista fez entre Tipó e os empresários do setor sucroalcooleiro. Que venha a público e negue a relação!

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Só para reiterar: o ECO não tem qualquer responsabilidade quanto ao conteúdo de “Não Concordo.Com”, de minha autoria e responsabilidade. O jornal se limita a reproduzir o blog http://naoconcordocom.blogspot.com, podendo parar de veicular quando quiser. Aos leitores, informo que esse ‘ciberspace’ poderá ter informações diárias, em especial da política e de seus bastidores. Quanto a processos, não tenho medo deles. O interesse público está acima de tudo!