Minha trisavó pseudo-jornalista e o Duda Trevizani da TV Prevê
Estava eu a procurar dados sobre meus ancestrais e não é que descobri que minha trisavó, portuguesa, era uma espécie de jornalista lá na “terrinha” de outros patrícios – ora, pois. Estou a acreditar que ela andava a dar notícias à toda a gente da aldeia da região de trás-os-montes! Duda Trevizani, sem querer, me fez um grande favor ao dizer que minha avó é que era pseudo-jornalista.
Me estimulou à pesquisa. Se calhar, agora com minha ida à África e Europa, aproveito para aprofundar a pesquisa e, claro, tomar muito azeite para ver se fico mais belo, ou menos feio e azedo. Mas Trevizan errou por duas gerações, porque, a bem da verdade, era a bisavó de minha avó quem, pois, se metia a tal. Baixinha, porém falante e comunicativa, andava a dar em primeiro, as últimas.
Bem, mas é preciso lembrar que como os rábulas, práticos e pseudos-jornalistas – a partir do acúmulo de experiências vindas até ali do empirismo – houve acúmulo de cabedal científico à universidade, que também forma bons professores, bem assim advogados, farmacêuticos, médicos e, pasmem, jornalistas. E a universidade é necessária porque não há tempo de se formar no dia-a-dia.
Em relação ao desafio de ser entrevistado por Duda um ‘jornalista feito na fábrica’, como diria meu grande mestre José Ferreti, está topado. Vou lá defender o bom jornalismo, feito por jornalista forjado na universidade e na vida, concomitantemente. Para quem não sabe, Duda, é ótimo professor e defende a formação para essa profissão. Na condição de jornalista-sindicalista, defendo a formação profissional.
É óbvio que tem bons e maus professores e jornalistas, mesmo tendo ambos passado por ótimas universidades. Para quem não sabe, Duda foi por cerca de três décadas jornalista de fábrica no jornal que criou e que teve extrema importância na região: o Diário de Bauru. Acho-o bom na comunicação, mas, adoraria que ele abrisse o espaço de trabalho para um colega e seguisse como comentarista, em educação.
E por falar em jornalista de direito, mas, sabe-se lá se de espírito - especialmente na questão da solidariedade com a classe - repudio a omissão do editor da Tribuna Lençoense, Eduardo Magalhães, no episódio da demissão da jornalista Tânia Morbi. Consta que Magalhães, outrora indicado por essa colega, a preteriu ante ao embate com dois pretensos profissionais detentores de registro precário.
Precárias também são as informações sobre as ocupações – e não invasões – pelos trabalhadores sem terras. Quando são empresários que ocupam terras públicas, o tratamento – inclusive deste Eco – é outro. Não vi aqui, nem na mídia regional, matéria que os mostre como usurpadores. Mondellis, Nagasawas e tantos outros empresários se apossam de terras públicas e ninguém diz nada!
É verdade que tem empresários explorando-as, sem qualquer retorno financeiro para o erário, com culturas que vão da cana-de-açúcar à criação de gado de corte. Há milhares de hectares em nossa região de terras devolutas, públicas, terra do povo para ser lavrada pelo povo. Mas alguns ‘jornalistas’ gostam mesmo de bater nesses que parecem indefesos. Ledo engano, pois, o povo não é bobo.
Mas longe do bastidor da notícia, recebi em primeira mão que o vereador Manoel dos Santos Filho, o Mané, conseguiu junto ao secretário Mauro Arce três conquistas para Lençóis: 1) 16 km de asfaltamento à avenida marginal da Rodovia Marechal Rondon, 2) 4 km de asfaltamento para alça de acesso à cidade e 3) passarela para pedestres transporem a rodovia na altura das empresas do Grupo Lwart.
Com mais essas conquistas, já trouxe à cidade mais de R$ 2 milhões – muito além do que ‘competentes’ prefeitos da região. Mais do que nunca, Mané se credencia para o cargo de prefeito. Já imaginaram o que não faria como tal? Pois é, mas, esse garoto de ouro não tem valor no seu grupo político porque é do povo, mas é pobre, preto e nordestino. Imagina se pode se atrever com a aristocracia sertaneja!

