Companheiro é companheiro até quando a situação é oposição!
O vereador e presidente da Câmara de Barra Bonita, Antonio Marcos Gava Jr., o Marquinhos (PSB), ligou para agradecer e também criticar esta coluna. Agradeceu porque, com justiça, veiculamos que é o precursor no projeto de acesso gratuito à internet, agora viabilizado na região, inclusive na Barra. Mas criticou o fato de o colocar como cabo eleitoral de Nenê Teixeira.
Marquinhos diz que, na condição de presidente da Câmara, tem que defender os interesses dos cidadãos de forma supra-partidária. Lamentou que seus antigos aliados não vejam dessa forma e o boicotem. Deve estar se referindo a falta de espaço no Jornal e Rádio da Barra e também na Novo Som. Disse que a continuar esse tipo maldade política, também poderá considerar alianças até então impensadas.
Como ele diz que o discurso de que é “cabo eleitoral” de Nenê é coisa de um ex-aliado, quem dele se afasta cada vez mais, pode mesmo - e também de forma involuntária - juntá-lo no mesmo time dos ex-adversários. Significa que a tática de boicote tanto a Marquinhos quanto a Manezinho, pode ser um tiro pela culatra. É bom lembrar que em política não há espaço vazio...
E se houver espaços já preenchidos, natural será a migração das forças para outros e vazios. Para aqueles que querem não facilitar o retorno de Nenê Teixeira ao Palacete Hermínio de Lima, a estratégia do boicote a esses dois parlamentares é equivocada. Política é arte de somar e parece que o ex-prefeito vem tratando esses dois ex-adversários com o respeito político que os ‘aliados’ lhes nega.
E pior do que abandonar o aliado é bater, sistematicamente, na sua atuação através de ‘paus-mandados’ seja pelo microfone ou a partir do teclado. Em geral, tais representantes acabam por ser mais ‘realistas’ do que o rei e exageram na dose. Puxar a orelha pode ser salutar, mas, se forçar muito, pode arrancar. Era bom pegar leve, não é mesmo assessoria informal comunicacional?!
E o prefeito de Agudos anda furioso com os ecos deste Eco. Para justificar o injustificável de sua política não tão acertada como imaginava, desceu o porrete no jornal dizendo em programa de tevê que este periódico quer o dinheiro do município para pegar leve - ou não pegar. Foi maldoso o alcaíde e como disse o que quis, leu o que não quis. Político só gosta de elogio – no que é igual aos outros.
É só apresentar as verdades que o senso de democracia desaparece. Eu que o diga. Tenho algumas dezenas de processos e até aqui nenhuma condenação em última instância. Aliás, ser processado por político é uma honra. Muito melhor do que receber seu elogio. Quando um político elogia um veículo ou o jornalista é bom desconfiar. Dos dois! Aliás, o leitor está farto de ler matéria favo de mel.
Por falar nisso, como eu gostaria de estar na pele do entrevistador do prefeito Mário Teixeira. Teria perguntas ótimas para ele responder. Ou não responder. Prefeito da Educação? Tá bom, então! Da cultura? Do desenvolvimento? E em uma cidade que tem um dos maiores orçamentos no Estado de São Paulo. Talvez o objetivo da entrevista tenha sido de mostrar a parte Bonita da Barra!
Em Barra Bonita, a população sonha com a recuperação dos empregos que se foram junto com as cerâmicas. Sonha com o fim da decadência do turismo, com a retomada de ações e atividades culturais. Que saudade de diretoria com ocupante com estatura cultural a altura do cargo, que tivesse gana de realizar festivais de teatro, de dança... Bem, quem sabe com o próximo prefeito?! Até lá, tomara, não fique ainda pior.
Para finalizar, este colunista deixa claro que não tem compromisso com ninguém – especialmente com o ex-patrão, quem, aliás, precisa parar de falar por aí que os processos recebidos são da responsabilidade deste jornalista. É preciso parar de jogar a responsabilidade coletiva na individualidade, até para não cair no ridículo. É preciso assumir e manter posição, independente da situação!

