quinta-feira, 27 de março de 2008

Companheiro é companheiro até quando a situação é oposição!

O vereador e presidente da Câmara de Barra Bonita, Antonio Marcos Gava Jr., o Marquinhos (PSB), ligou para agradecer e também criticar esta coluna. Agradeceu porque, com justiça, veiculamos que é o precursor no projeto de acesso gratuito à internet, agora viabilizado na região, inclusive na Barra. Mas criticou o fato de o colocar como cabo eleitoral de Nenê Teixeira.

Marquinhos diz que, na condição de presidente da Câmara, tem que defender os interesses dos cidadãos de forma supra-partidária. Lamentou que seus antigos aliados não vejam dessa forma e o boicotem. Deve estar se referindo a falta de espaço no Jornal e Rádio da Barra e também na Novo Som. Disse que a continuar esse tipo maldade política, também poderá considerar alianças até então impensadas.

Como ele diz que o discurso de que é “cabo eleitoral” de Nenê é coisa de um ex-aliado, quem dele se afasta cada vez mais, pode mesmo - e também de forma involuntária - juntá-lo no mesmo time dos ex-adversários. Significa que a tática de boicote tanto a Marquinhos quanto a Manezinho, pode ser um tiro pela culatra. É bom lembrar que em política não há espaço vazio...

E se houver espaços já preenchidos, natural será a migração das forças para outros e vazios. Para aqueles que querem não facilitar o retorno de Nenê Teixeira ao Palacete Hermínio de Lima, a estratégia do boicote a esses dois parlamentares é equivocada. Política é arte de somar e parece que o ex-prefeito vem tratando esses dois ex-adversários com o respeito político que os ‘aliados’ lhes nega.

E pior do que abandonar o aliado é bater, sistematicamente, na sua atuação através de ‘paus-mandados’ seja pelo microfone ou a partir do teclado. Em geral, tais representantes acabam por ser mais ‘realistas’ do que o rei e exageram na dose. Puxar a orelha pode ser salutar, mas, se forçar muito, pode arrancar. Era bom pegar leve, não é mesmo assessoria informal comunicacional?!

E o prefeito de Agudos anda furioso com os ecos deste Eco. Para justificar o injustificável de sua política não tão acertada como imaginava, desceu o porrete no jornal dizendo em programa de tevê que este periódico quer o dinheiro do município para pegar leve - ou não pegar. Foi maldoso o alcaíde e como disse o que quis, leu o que não quis. Político só gosta de elogio – no que é igual aos outros.

É só apresentar as verdades que o senso de democracia desaparece. Eu que o diga. Tenho algumas dezenas de processos e até aqui nenhuma condenação em última instância. Aliás, ser processado por político é uma honra. Muito melhor do que receber seu elogio. Quando um político elogia um veículo ou o jornalista é bom desconfiar. Dos dois! Aliás, o leitor está farto de ler matéria favo de mel.

Por falar nisso, como eu gostaria de estar na pele do entrevistador do prefeito Mário Teixeira. Teria perguntas ótimas para ele responder. Ou não responder. Prefeito da Educação? Tá bom, então! Da cultura? Do desenvolvimento? E em uma cidade que tem um dos maiores orçamentos no Estado de São Paulo. Talvez o objetivo da entrevista tenha sido de mostrar a parte Bonita da Barra!

Em Barra Bonita, a população sonha com a recuperação dos empregos que se foram junto com as cerâmicas. Sonha com o fim da decadência do turismo, com a retomada de ações e atividades culturais. Que saudade de diretoria com ocupante com estatura cultural a altura do cargo, que tivesse gana de realizar festivais de teatro, de dança... Bem, quem sabe com o próximo prefeito?! Até lá, tomara, não fique ainda pior.

Para finalizar, este colunista deixa claro que não tem compromisso com ninguém – especialmente com o ex-patrão, quem, aliás, precisa parar de falar por aí que os processos recebidos são da responsabilidade deste jornalista. É preciso parar de jogar a responsabilidade coletiva na individualidade, até para não cair no ridículo. É preciso assumir e manter posição, independente da situação!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Do princípio constitucional da probidade,moralidade e transparência...

Alguns dos candidatos da fase prática do concurso público da prefeitura de Lençóis Paulista, na função motorista, colocam o certame sob suspeição a este colunista. Denunciaram série de impropriedades dos organizadores e avaliadores. Não foi exigida identificação (RG e CNH) dos candidatos, além de a ficha de avaliação ser preenchida a lápis. Mas a assinatura foi aposta com caneta.

Marcos Norabele, presidente da Comissão Municipal responsável pelo concurso e ouvido por este colunista, disse que verificaria essa situação. Argumenta que empresa especializada foi contratada para realizar o concurso e que não tem ingerência no resultado, mas, revelou-se surpreso com as denúncias, inclusive ao ser informado que algumas ‘pegadinhas’ de mau gosto foram feitas aos candidatos.

Tais ‘pegadinhas’ interferiram no estado psicológico dos candidatos, alguns cometendo erros grosseiros como os de afogar o veículo e/ou colocá-lo sobre a guia de calçadas. Norabele, que é psicólogo, disse-me desconhecer essas ocorrências e admitiu ser impossível estar ao mesmo tempo em todas as avaliações para as inúmeras funções, tendo em vista que essas ocorreram em locais diversos.

O vereador do PT de Barra Bonita, Matheus Stangherlin, lançou sua candidatura à sucessão do prefeito Mário Teixeira, do PC do B (e ex-petista). O anúncio foi feito durante a realização de encontro do Diretório Municipal do partido, realizado na semana passada e oportunidade na qual o parlamentar se colocou à disposição para o embate com Teixeira e demais candidatos ao Palacete comendador Hermínio de Lima.

O ex-vereador e atual diretor de meio-ambiente de Barra Bonita, Marcelo Cavinato, assumiu no domingo, em Avaré, cargo na direção executiva da macrorregião cuja presidência é do petista histórico, Paulo Skromov. Como secretário geral, Cavinato vai cuidar da comunicação e do ‘mailing list’ partidários. Ele não diz, e nem confirma, mas membro nacional do PT o quer na sua equipe.

Também integra a macro, como membro, o presidente recém reeleito no cargo do PT barra-bonitense, Jair José dos Santos. O objetivo da nova direção da macro é dinamizar o partido, até porque a região de Bauru é uma das que menos eleitos têm nos cargos de vereador e prefeito. Destaque à presença do prefeito de Botucatu por dois mandatos, Antonio Mário Ielo, candidato do PT a deputado estadual.

São fortes e fundadas as avaliações de que o ex-prefeito José Carlos de Mello Teixeira, o Nenê, seja hoje o principal nome da preferência popular para retornar ao cargo de prefeito. Conforme a opinião dos especialistas dos bastidores da política, Nenê tem dois grandes cabos eleitorais: o vereador do PSB, Marquinhos Gava e o atual prefeito Mário Teixeira. E são cabos involuntários, talvez até inconscientes.

Ocorre as ações desses dois chefes de poderes têm desagradado aos eleitores os quais, cada vez menos, têm boas referências tanto no Executivo, quanto no Legislativo. Ficam com as anteriores, que são ruins, mas, ao que parece, melhores do que as atuais. Pode até ser que haja correção de rumo em ambos os poderes, mas, isso tem ser logo ou a ‘mudança’ se dará nas urnas. A Barra pode ficar, de novo, pesada!

O empresário Edson Torres, ex-presidente e ex-membro do PSDB, não desiste de encontrar um nome que possa representar o pensamento político de parcela significativa da sociedade barra-bonitense, em especial a formadora de opinião. E como José Arlindo Reginato Dias, o Bug, não é mesmo candidato, Torres sonda Munir Arradi Jr., que é ótima pessoa, mas, não se sabe se bom político e bom de voto.

E Zezinho Biliazzi está disposto a não facilitar a vida do ex-prefeito Bug, atual superintendente da FunBBE e que acumula o cargo de presidente da entidade. O vereador condenado por estelionato, conseguiu habeas corpus e se mantém no cargo, e agora centra fogo com toda a sua idoneidade ao questionar o recebimento de salários de seu desafeto e de outro ocupante de cargo, mesmo que autorizados pelo Conselho da entidade.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A dor e a delícia de ser o que é ou de ter sido!

A política perdeu na semana passada um de seus grandes ícones. Para alguns, milagreiro. Para outros, encrenqueiro. Carlos Eduardo Mendonça Melluso, o Carlão, era respeitado por amigos e, especialmente, inimigos. Nas campanhas que coordenava, conseguia não apenas ressuscitar políticos mas os transformava, ao menos no palanque, no candidato ideal. Foi velado na Câmara da Barra.

Habilidoso, assessorou políticos por todo o País, incluindo o senador Romeu Tuma. Pela região, fez ressurgir figuras execradas pela Justiça e mesmo pela opinião pública, como o ex-prefeito Izzo Filho. Foi Carlão, com toda a sua experiência, quem reconduziu o prefeito bauruense ao Palácio das Cerejeiras. Dizem as más línguas que também foi ele quem ajudou a derrubá-lo!

Carlão é o tipo de pessoa que não passa incólume pela história. Alguém que desperta amor e ódio, mas, que não tem como não ser referência. Além da política de bastidor, da coxia, foi protagonista no palco da política de Barra Bonita. As sessões eram pontuadas por debates inteligentes, pois, era vereador conhecedor da história política brasileira e também de outras áreas de conhecimento.

Entrevistei Carlão muitas vezes, quando era secretário do governo Wady Mucare e de Izzo, vereador na Barra, coordenador de campanhas de Tuma, de Dimas e de tantos outros, e sempre tive a certeza de se tratar de político perspicaz. Já o elogiei e também o critiquei duramente. Nunca revidou. Carlão batia em todos, mas, nunca criticou a imprensa. Ao contrário, sempre a defendeu.

Prezado Carlão, descanse em paz! Com certeza, muitos políticos medíocres – especialmente em Barra Bonita – deixarão de ser questionados e enfrentados agora que já não está mais neste plano. E olha que nessa cidade, a mediocridade política grassa, e se manifesta com destaque em candidaturas majoritárias. E que Deus nos livre do passado recente, de governo odioso à imprensa.

Para quem não gosta de política, não há nada pior do que ser governado por quem não apenas gosta, mas, faz dela meio de vida. Brechet, autor do poema “O Analfabeto Político” deve revirar no túmulo. É através da política que se muda o mundo e por isso é preciso tirar quem dela se utiliza para negociatas. É preciso gostar de política e a utilizar como instrumento de transformação.

Quem resolveu se dar um descanso, à imprensa e, principalmente, aos eleitores lençoenses, foi o ex-vice-prefeito José Rubens Pietraróia – aliás, como previsto e de há tempo publicado nesta coluna. O PMDB resolveu por na rinha um galo novo à briga. Vai encontrar outro, topetudo, do PV. Palamede e Tipó são desafetos públicos e devem ir para o acerto de contas ou ao conchavo!

Por falar em entrevero e dos intensos, registre-se que o vereador Zezinho Biliazzi, agora mais do que nunca no cargo, ingressou com requerimento de informações sobre remuneração dos cargos de presidente e diretor financeiro na Fundação Barra Bonita de Ensino, a FunBBE. Biliazzi quer saber do Conselho por que é que tais cargos passaram a ser remunerados.
O ex-prefeito José Arlindo Reginato Dias, o Bug, é o presidente e tem em Biliazzi seu desafeto desde sempre. Bug declarou-se não candidato a prefeito, inclusive porque teria que deixar o cargo - remunerado em quase R$ 5 mil. Os conselheiros da entidade decidiram pela presença de gestor com dedicação exclusiva e em tempo integral. Como ninguém trabalha de graça...

E o PSDB trava uma luta intestina pelo poder em São Paulo. A batalha entre Serra e Alckimin recomeça e mais intensa, agora que o ex-governador declarou que disputa a prefeitura de São Paulo. Uma das medidas do governador Serra foi a remoção do delegado seccional Valencise, de Ribeirão Preto, que tinha a missão de infernizar a vida do ex-prefeito, ministro e deputado Palocci, do PT.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Democratização "internetiana" e namoro político com ou sem PT

Democratizar o acesso à internet, de forma gratuita, é o desafio colocado aos governos municipais e alguns deles, surpreendentemente, o superam. Barra Bonita, a partir de idéia do vereador Marcos Gava, e Macatuba, por iniciativa de seu prefeito, são os exemplos da região. Ao menos, essas cidades anunciaram que pretendem concretizar o projeto. E em Lençóis Paulista, quando isso será possível?

Estamos falando de acesso amplo, irrestrito, sem que o cidadão pague caro para ter sinal. O município banca a instalação de rede wirelles (transmissão sem cabo, via rádio) e o cidadão paga o IPTU para mantê-la. Só terá que instalar uma antena e nesse sentido já tem até solução criativa que vem de Barra Bonita. Cidadão de lá desenvolveu uma ‘antena’ a partir de uma lata. Eita povo criativo!

E pensar que até outro dia, além do custo do sinal de internet era preciso ainda pagar provedor. Uma juíza, a Dra. Karina Luchetta Carrara Pincelli da Silva, cuja família também é da Barra, em decisão inédita até então, determinou que para o acesso à internet não era necessário pagar provedor. Depois dessa decisão, muitas outras foram prolatadas e o consumidor beneficiado.

Por Lençóis Paulista, ainda pagamos pelo sinal via rádio ou sinal e provedor por linha telefônica. A administração da cidade é tida como uma das mais modernas do País – tendo sido reconhecida com prêmios importantes, mas, nesse quesito de acessibilidade tecnológica democrática ainda não decolou. Afinal de contas, qual é o problema? Técnico? Político? Econômico? Com a palavra, o prefeito Marise.

E o Partido dos Trabalhadores da região de Bauru elegeu, finalmente, um nome de consenso para a sua coordenação regional. Trata-se de Paulo Skromov, amigo de longa data do presidente Lula, e um dos fundadores do partido no Colégio Sion, em São Paulo. O novo coordenador se compromete com o fortalecimento e crescimento do partido e já começa a articular as candidaturas regionais.

E por falar em candidatura do PT, e os jornais locais pouco a mencionam, essa pode ser, de fato, uma possibilidade. E na medida em que o PSDB tem dificuldade em escolher o seu candidato, porque, é fato, tem pouca opção, o partido do presidente Lula trabalha nos bastidores, inclusive com a possibilidade de aliança das forças de esquerda (PSB, PC do B, PMDB) e até, quem sabe, o PV.

Esses partidos são todos da base aliada do governo federal e em alguns lugares onde ainda o PT faz trabalho de consolidação, como é o caso de Lençóis, é bem possível que componha chapa para as eleições majoritárias. Por conta disso, já se admite uma candidatura como vice de um forte oponente ao atual grupo do prefeito Marise. No PT, o nome mais cotado é de Edson Fernandes.

O vereador do PT não quis concorrer nas prévias internas para prefeito, mas, não descarta compor em torno de um projeto popular e democrático em governo de coalizão. A atual fase é de conversações. Mas há uma ala do PT, um pouco mais radical, que prefere já sair com candidatura própria. Tem até um nome, porém, esse já foi derrotado em eleição passada, por falta de densidade eleitoral.

O nome do PT, da indicação na prévia, é de Lucianinho Bernardes. Não é unanimidade no partido e ainda precisará, caso haja intenção de candidatura própria, ser submetido à convenção municipal. Enquanto isso, o nome de Edson Fernandes é cogitado para uma composição com um dos partidos da base aliada. Tipo (PV) já faz o cortejo à cúpula do partido, no que é seguido por Palamede (PMDB).

E para encerrar, não podia deixar de discordar da equipe de redação do Eco. Vai aqui uma dica sobre concordância, verbal. Coletivo não é plural. Assim, mesmo que a palavra trate de um grupo, ainda assim, é singular e, portanto, “uma comitiva... visitaram” não pega bem, mesmo que essa tenha sido composta por três ilustres procuradores do trabalho em missão de fiscalização na Ocas!

sábado, 1 de março de 2008

O Eco, pérolas, licenças poéticas e o jeitinho da política local


É verdade que O Eco tem investido em um ótimo time de profissionais, mas, continua com suas pérolas! Um jornal com a idade e respeitabilidade que tem e agora com circulação regional tri-semanária não se pode dar ao luxo às tais “licenças poéticas” ou mesmo erros crassos. A maioria dos títulos, por exemplo, é opinativo e quando não, equivocado, além de não conter informação.

“Manobra correta”, “Só goleada”, Altos e baixos” , “Vaga garantida” são as ‘preciosidades’ semânticas da edição da última terça-feira. Títulos têm, sim, que ser sintéticos, porém, devem conter informação que se refiram às matérias que os representam. Muito bom o título “Burocracia na CDHU paralisa projeto mutirão”, porém, esse e chamada são o preâmbulo da matéria “Missão diplomática”!

Tanto o prefeito Marise quanto o engenheiro Antonio Correia não detém qualquer cargo no corpo diplomático brasileiro ou no da ONU, tampouco trataram de questões nesse âmbito. Ao contrário, foram buscar na CDHU diálogo à retomada de programa habitacional às pessoas de baixa renda. Ou o titulador quis ‘tirar uma casquinha’ na ‘missão’ ou ressaltar a habilidade de diálogo do alcaide.

E por falar em Marise, pessoa à qual tenho o maior respeito, e não querendo por areia na sopa – ou no projeto que pretende homenageá-lo – cabe aqui lembrar aos nobres vereadores que o artigo 1.º da Lei 6.454, de 24 de outubro de 1977 (de já há 30 anos, portanto), proíbe homenagens em vida a administradores públicos em próprios da coletividade sob o argumento de o ato ser inconstitucional.

Embora essa lei verse apenas sobre os bens e prédios pertencentes à União Federal, é possível a sua extensão, por força de simetria, aos Estados e Municípios. A vedação de se dar nome de pessoas vivas a prédios públicos se tornou norma constitucional, uma vez que o artigo 37 Constituição Federal brasileira consagrou o princípio da impessoalidade na Administração Pública.

O entendimento de especialistas em direito constitucional é o de que nenhuma forma de promoção pessoal é mais ostensiva do que de se possuir o próprio nome em obras e prédios públicos. Pela região, há muito patrimônio público com nome de pessoas vivas, muito vivas por sinal! E o que fazer? Deixar o projeto na gaveta e esperar que o homenageado vá desta para melhor? Ou não homenagear?!

Em Barra Bonita, por exemplo, o nome do Pavilhão de Exposições leva o nome do jovem ex-prefeito Fernando Luis Ortigossa. Mas não só por lá, como em muitos outros lugares, o Ministério Público sequer abriu procedimento para a reversão da ilegalidade. Na Barra, o MP ingressou e perdeu a ação até na última instância porque em uma rua sem trânsito, a Ciclotron foi ampliada e gerou centenas de empregos.

Por outro lado, temos que refletir que na maioria das Câmaras Municipais dar nome às vias, praças e aos próprios públicos, bem como produzir moções, indicações e requerimentos são atividades principais dos vereadores. Já imaginaram se lhe forem retiradas essas ‘importantíssimas’ atribuições? Há Câmaras onde, de fato, há discussão e produção de projetos vitais para a comunidade.

Também de forma preconceituosa, o Eco só veicula sobre os 11 mil cartões do governo federal, do PT. E sobre os 44 mil dos tucanos paulistas? Já no âmbito federal, em 2001 foram gastos R$ 213,6 milhões e em 2002 a bagatela de R$ 233,2 milhões com os tais cartões. Isso no governo FHC do PSDB, quando não existia o sistema atual onde se pode conferir na internet como foram efetuados os gastos.

No atual governo federal, os gastos foram reduzidos e mantém a média anual de R$ 143,5 milhões. Hoje, sabe-se que um ministro gastou menos do que R$ 10 reais com tapioca, porque está ali na internet, mas continuamos a não saber do quanto e como os secretários do Governo Serra (PSDB) pagam pelos jantares no caro e famoso restaurante Fasano, já que tais contas não são publicadas.