Mentiras que parecem verdades e verdades que parecem, e poderiam, ser mentira, mas, Lençóis é campeã em desemprego!
O jornal de campanha da coligação que usa o slogan “Lençóis cada vez melhor” (para quem?) é colorido, feliz, sorridente. Tá tudo de bom mesmo para os ricos candidatos, que têm aposentadoria gorda, bons salários ou boas retiradas! Está repleto de ficção como a de que a cidade, na gestão Marise, criou quase 8 mil empregos. Que isso! Desse jeito é preciso não apenas agradecer ao prefeito, mas, torná-lo Deus - porque em santo milagreiro esse jornalzinho já o quer transformar.
Para desmistificar essa falácia, é preciso lembrar que em Lençóis há trabalhos sazonais, ou seja, que são criados e eliminados periodicamente. E isso é assim desde os tempos remotos, ou desde que se instalaram, destilarias e usinas de açúcar e álcool aqui e na região. Contrata-se na safra e demite-se na entressafra. Assim, não se pode computar a contratação de um ano e somá-la com a contratação do seguinte, pois, é algo fantasioso!
E não apenas o Tipó acha que Pederneiras é show, mas, especialmente o vice na chapa de Izabel Lorenzetti, afinal, Luiz Carlos Trecenti, que integra o Sistema FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), foi quem presenteou a prefeita do PV, Ivana Maria Bertolini Camarinha, pela belíssima e exemplar gestão pública. A prefeita Ivana,justamente reconhecida, trouxe várias empresas para os felizes cidadãos pederneirenses.
Unidades educacionais do Sesi são construídas nessa e em outras cidades e servirão à educação em período integral, com atividades educacionais, culturais e desportivas – coisa de cidades de primeiro mundo. Ué, se Lençóis Paulista é considerada uma cidade modelo em educação, como divulga sua ex-diretora de educação (e atual candidata a prefeita) por que não implantou esse sistema de ensino integral por aqui?
Por falar em integração, soube que algumas pessoas não gostaram da revelação de que Izabel Lorenzetti negou uniformes às crianças especiais da APAE. A ex-diretora alegou questão de legalidade, o que é uma defesa muito simplista. A prefeitura ajuda tantas iniciativas, poderia, se quisesse, criar condições legais para esse atendimento. Mas, aos que ficaram descontentes, tem a opção de eles próprios comprarem os uniformes e procederem à doação.
A coordenação da comunicação da Campanha de Tipó foi muito feliz em se lembrar do Dia dos Pais, afinal, todo o mundo, por mais mentiroso ou omisso que possa ser, não tem como dizer que não tem um pai! A figura do pai deve ser sempre lembrada com muito carinho. Mas, não se sabe porque, o jornal de campanha de Izabel e Luiz Carlos ignorou completamente esse fato. Na capa e na contracapa aparece apenas o casal candidato e o big father “grande pai” político.
Mas Tipó, não utiliza a figura paterna, ou materna ou qualquer outra seja lá em qual efeméride, para a campanha. Desde sempre, e mesmo em período não eleitoral, envia para todas as residências as suas saudações. É que os valores dos candidatos são diferentes, bem diferentes – a começar pela estrutura de campanha. Não há problema de recursos e, assim, a campanha é muito mais colorida. Mas o candidato do povo deveria se esforçar para por um pouco mais de cor, além do verde na sua campanha. Vermelho - e socialismo - neles!
E por falar em comunicação, o jornalzinho da campanha de “Lençóis cada vez melhor” anda a emprestar propostas do Tipó. A equipe de comunicação (Eco, Tribuna e de campanha) deveria ler o jornal da candidatura concorrente para não cair no ridículo. Dia desses li um título dando conta de que também Izabel está preocupada com as crianças de mães que trabalham no período noturno. Ora poderia já ter resolvido isso nas empresas Zilor (Zillo-Lorenzetti), onde o marido é acionista, com a instalação de creches - aliás como manda a lei!
Por falar em lei, por exemplo a eleitoral, nem sempre essa é cumprida e mesmo assim, há punição. No caso do uso indevido de estrutura e show em inauguração de obra pública, apesar das evidências, provas, etc., não houve a acolhida no juízo monocrático e, agora, também não prosperou recurso junto Tribunal Regional Eleitoral. Ao menos nessa instância, o argumento foi o de que a coligação teria que ter assinado o pedido e não apenas um partido.
Como foi iniciativa partidária, essa tem contar com o aval de todos os partidos na coligação. Se fosse de qualquer cidadão, não seria discutida essa questão de forma, mas, apenas, de conteúdo. Já houve um caso, em Barra Bonita, no qual a então candidata a vereadora, Sônia Belarmino, só conseguiu reverter sua situação de cassação no Tribunal Superior Eleitoral – TSE porque sua defesa argumentou que o pedido de coligação continha apenas um partido.
E dia desses, um adolescente de 16 anos, aluno de uma escola particular no Jardim Ubirama – onde também reside, se viu na mira de policiais militares, fortemente armados e com duas viaturas. O menino foi pego com duas bicicletas – uma delas, a sua própria – nos ombros, quando, a eficiente PM o cercou, o mandou virar para a parede para proceder a tradicional e delicada geral. O menino ficou horrorizado!
Depois, tudo foi esclarecido. O garoto e um colega foram à escola juntos, cada qual com sua bicicleta. Como de costume, amarraram uma à outra. O garoto que tinha a chave foi para a casa depois da aula e deixou o colega sem condições de apanhar sua ‘bike’. Combinados, um deles – o que ficou sem a chave – pegou a ambas. Chovia e a mãe lhe deu um saco de plástico para por no banco. O saco, no bolso, na hora da abordagem, deu a entender que podia ser droga.
Bem, droga mesmo foi o que aconteceu com o estado emocional e de espírito do menino – que ficou abalado, de tal forma, que, por dias, se recusou a sair de casa. Graças a Deus, não reagiu à abordagem - por demais exagerada a um garoto, ainda que da periferia – como poderia qualificá-lo o autor da coluna Reflexo, da Tribuna. Graças a Deus, não aconteceu a mesma desgraça com qual têm sofrido cidadãos no Rio de Janeiro, em Pernambuco... Graças a Deus, apesar do excesso, a polícia daqui ainda pergunta antes de atirar!


<< Início