quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Polícia Federal instaura inquérito para apurar denúncia de crime eleitoral em Lençóis Paulista

A pedido da Superintendência em São Paulo, a representação regional em Bauru da Polícia Federal abriu inquérito para apurar denúncia de crime eleitoral em Lençóis Paulista nas eleições de 2008. Esse inquérito é solicitação do Ministério Público Eleitoral - MPE no Tribunal Regional Eleitoral – T.R.E, a partir de denúncia de uso recursos públicos pela administração José Antonio Marise e em favor da candidatura apoiada por esse então prefeito, através de seus assessores Edvaldo Pavanato – ex-chefe de gabinete e Altair Aparecido Töniolo, ex e atual titular da Diretoria de Desenvolvimento, Geração de Emprego e Renda.
Nesta quinta-feira, foram ouvidos no IPL 70026/2009 os autores da denúncia junto ao MPE, jornalista Alcimir Carmo e o advogado Daniel Ranzani informam que não só confirmaram os termos iniciais do protocolado sobre o uso de recursos públicos com interesse eleitoral, como destacaram indícios e provas de uso indevido e ilícito do erário em favor da candidatura da prefeita da cidade de Lençóis Paulista, Izabel Cristina Campanari Lorenzetti (PSDB) e seu vice, Luiz Carlos Trecenti (DEM).
"Essa denúncia foi feita diretamente no Tribunal Regional Eleitoral, tendo em vista que prefeitos e autoridades só podem ser investigados em foro privilegiado. O pedido de investigação foi apresentado ao Ministério Público Eleitoral em São Paulo no dia 20 de outubro, com adendo em 29 de outubro de 2008. Na sequência e ao constatar a gravidade de seu teor, o MPE solicitou à Superintendência da Polícia Federal que instaurasse o inquérito", explicou Alcimir Carmo.
Conforme o jornalista, "fundamentalmente, o que se pede é para apurar o uso dos recursos da prefeitura, ou seja, dos cidadãos, em favor de candidatura – o que ficou claramente demonstrado em reportagem de TV que circulou em emissora regional e que apresentou, por exemplo, o então chefe de gabinete Edvaldo Pavanato, cedendo 10 quilos de carne, 'bem molinha' como ele próprio diz, e mandando a conta para o contribuinte pagar".
Carmo lembra que há outros fatos que demonstram o uso de recursos do erário, como, por exemplo, a compra de materiais de higiene (fraldas) e alimentícios por cidadão, "em troca de votos em favor da candidata do prefeito Marise, a empresária Izabel Lorenzetti". O local de aquisição das mercadorias é o Supermercado Santa Catarina, rede de comércio varejista, que já fora de propriedade do então chefe de gabinete Edvaldo Pavanato.
"Na denúncia, pedimos que seja investigado o 'esquema' citado pelo próprio chefe de gabinete do prefeito Marise, o qual, possivelmente, foi montado para a obtenção de apoios que se traduziram em votos em favor de sua candidata", diz o advogado Daniel Ranzani, lembrando que "a sanha da equipe da coligação que apoiou a atual prefeita não ficou só no nível público, mas, também, privado, com evidente injeção milionária de recursos, haja vista a doação de dinheiro ou produtos como combustível e cestas básicas", como bem ficou evidenciado nas reportagens de TV e jornal sobre o caso.
Andamento do processo
Nos próximos dias, devem ser ouvidos pela delegada da Polícia Federal que preside o IPL, Dra. Ana Carolina de Freitas Gholmié, os citados como suspeitos de cometerem crime eleitoral. Após a conclusão do inquérito, os autos serão remetidos ao MPE para as providências cabíveis. Também no nível de segunda instância, e dos mesmos autores, há denúncia protocolada junto ao Tribunal de Justiça, no Ministério Público Estadual, setor de Crimes Praticados por Autoridades, pelos mesmos motivos.
Outros processos
Já no nível monocrático, da Justiça Eleitoral de Primeira Instância (no Fórum de Lençóis Paulista), há dois procedimentos de autoria da coligação "Eu quero mais para Lençóis", do então candidato Ailton Aparecido Laurindo, "Tipó" : 155/2008 – de investigação de abuso de poder econômico e uma representação (protocolo 1196/2008) sobre a apuração de ilícitos de compra de votos.
Alcimir Carmo, jornalista -

domingo, 4 de janeiro de 2009

Reforma não ameaça identidade da língua

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um documento assinado em 1990 por representantes de vários países que, tendo o português como língua oficial, decidiram adotar uma ortografia comum. No Brasil, o Acordo foi aprovado no Congresso Nacional em 1995 e o decreto presidencial foi assinado no dia 29 de setembro de 2008 na Academia Brasileira de Letras. Brasil e Portugal vêm buscando desde 1931 um Acordo que uniformize a ortografia da língua portuguesa. Chegou-se a uma boa solução em 1943, mas logo depois, em 1945, nova mudança foi feita, especialmente a pedido de Portugal. O Brasil não implementou esta mudança, embora tivesse assinado o novo Acordo, que -diga-se de passagem- já previa a eliminação do trema, do circunflexo diferencial e do circunflexo sobre o "o" e o "e" de perdôo, enjôo, lêem, dêem (o trema já não é empregado em Portugal desde 1945). O que se acaba de fazer mediante o Acordo de 1990, portanto, é uma mudança preconizada há muito tempo. No Brasil houve ainda a reforma de 1971 que, por exemplo, eliminou o acento diferencial de "acerto" (substantivo) e "acerto" (verbo). Com o Acordo, 0,5% das palavras sofrerão alteração no Brasil; em Portugal por volta de 1,5%. Além da eliminação do circunflexo em palavras como "vôo" e " lêem" e do acento diferenciador de formas verbais como "péla" e "pára" e as formas preposicionais "pela" e "para", são abolidas as chamadas consoantes mudas de emprego comum em Portugal. Assim, "adoptar" e "direcção" passam a "adotar" e "direção", como escritas no Brasil. O emprego do hífen, já visto como o caso menos pacífico do Acordo, será aclarado pelas instituições citadas no texto internacional, especificamente a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. A ABL, com a responsabilidade e a sapiência por todos sobejamente conhecidas, a exemplo da sua irmã portuguesa, lançará muito em breve o "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", obra de referência essencial para a fixação oficial das alterações previstas pelo acordo. Nesse particular, os ministros da Educação e da Cultura dos oito países da CPLP, reunidos em Lisboa em 14 de novembro de 2008, decidiram apoiar a constituição, com a maior brevidade, de uma comissão, composta por representantes dos Estados Membros e do IILP, para a elaboração de um "Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa", que inclua igualmente um léxico técnico-científico comum da língua. A unificação, relembre-se, é estritamente gráfica, e não tem qualquer pretensão de promover uma homogeneização do uso da língua no dia-a-dia de todos quantos falam português.
No próprio espaço brasileiro, nordestinos, mineiros ou gaúchos aprenderam a escrever pela mesma ortografia, mas nem por isso deixaram de falar o português característico das respectivas regiões, com notáveis diferenças de pronúncia e de vocabulário. A língua se identifica por suas características fonéticas, sintáticas, morfológicas e de vocabulário. A ortografia é tão-somente uma convenção, que os países podem adotar sem se ver ameaçados em sua identidade. A importância da nova reforma ortográfica deve ser apreciada em suas dimensões política, cultural e comercial. O português é uma das línguas mais faladas no mundo, empregada como meio cotidiano de expressão por quase 240 milhões de pessoas. Hoje existem duas ortografias oficiais do português: a adotada no Brasil e a adotada em Portugal e em países da África (Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau) e da Ásia (Timor-Leste). Lembremo-nos que o espanhol tem uma ortografia comum em 21 países. A ortografia comum dispensará que muitos documentos tenham duas versões, uma na ortografia brasileira e outra na portuguesa. Assim, o Acordo faz parte do projeto de consolidação do português com status de língua oficial perante organismos internacionais.A ortografia comum também contribuirá para a circulação mais livre de obras impressas, especialmente os livros paradidáticos (histórias infantis e infanto-juvenis), em todos os países lusófonos. E o livro é um suporte fundamental para a erradicação do analfabetismo. Espera-se, outrossim, que com a eliminação da barreira ortográfica que dificultava a movimentação das obras entre os países da CPLP, notadamente os didáticos e paradidáticos, a legislação sobre reserva de mercado também sofra alterações. A utilização comum da internet, do audiovisual e do ensino a distância também sai fortalecida. Abre-se, pois, a possibilidade de maior divulgação das literaturas e das manifestações culturais produzidas em língua portuguesa não só no âmbito da CPLP mas também, com a maior dimensão adquirida, no mundo como um todo. E, por óbvio, além da área cultural, ganham força a diplomacia e o comércio. Na área didática, incluindo concursos públicos e vestibulares, as duas normas ortográficas coexistirão oficialmente no Brasil até dezembro de 2012.

30/12/2008 Folha de S. Paulo
Godofredo de Oliveira Neto, escritor e professor da UFRJ, é presidente da Comissão de Língua Portuguesa do MEC e do Conselho Científico do Instituto Internacional de Língua Portuguesa da CPLP.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Acordo Ortográfico e unificação linguístico-cultural lusófona

As alterações na língua portuguesa, decorrentes da reforma ortográfica que está em vigor desde 1.o. de janeiro deste ano, são superficiais e incidem apenas no nível fonético da língua, sem qualquer invasão em morfossintaxe, léxico e semântica. Não há qualquer dificuldade de registro na memória, e é bom lembrar que no Brasil tanto quanto em outros países há espaço temporal determinado para assimilação, ao menos no nível oficial.
Tenho ouvido algumas opiniões de brasileiros, bem como de outros representantes dos povos lusófonos, sobre as mudanças, porém, com certos exageros de críticas, a maioria, em relação a uma suposta dificuldade de assimilação. Tais mudanças não foram tantas assim, nem tão profundas conforme já mencionei.
Por dever do ofício de jornalista, tenho acompanhado a questão desde 16 de dezembro de 1990, quando este Acordo Ortográfico foi assinado em Lisboa, Portugal. Em 1992, fui a esse País para estudar jornalismo internacional e a origem do idioma e, desde então, ouvia os reclamos dos portugueses em relação as alterações propostas por seus próprios patrícios da academia.
Pouca gente sabe, mas, essas modificações foram propostas por razões políticas e culturais porque, exatamente, têm o objetivo de eliminar as diferenças ortográficas que existem entre os países de língua portuguesa com vistas a atingir a tão almejada unificação linguística e cultural lusófona.
Antes da atual, e no século 20, houve duas reformas ortográficas da língua portuguesa: a de 1943 e a de 1971, que passou a vigir em 1972. Em relação a atual reforma, que se deu através do Acordo Ortográfico de 1990, o Congresso Nacional do Brasil só o aprovou em 1995 - através do Decreto Legislativo número 54.
O presente acordo, além de Brasil e Portugal, recebeu a adesão de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, que têm a língua portuguesa como idioma oficial e onde as alterações só impactam a língua escrita e não a falada. É certo que há especificidades de linguagem em cada um desses países, mas, ou apesar dessas mudanças, ainda é possível dizer que em português nos entendemos!

Alcimir Carmo, é jornalista pós-graduado em jornalismo internacional pela Escola Superior de Jornalismo, Porto - Portugal

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sábado, 25 de outubro de 2008

A farsa da conta fiada, a conversa fiada de Marise e a nossa semântica afiada!

Na sexta-feira, 24, participei de audiência na Justiça Eleitoral de Lençóis Paulista como testemunha de acusação na ação da coligação “Eu Quero mais para Lençóis” contra o uso arbitrário dos jornais Eco e Tribuna, em favor da coligação “Lençóis é tudo de bom”. Aliás, de propriedade do marido de Isabel Lorenzetti, não apenas jornal mas também as duas emissoras de rádio ofereceram apoio o que se configura como desigual e desequilibrada disputa eleitoral.
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Como testemunhas da defesa, claro e obviamente, funcionários desses jornais os quais, às escâncaras, divulgaram matérias em maior quantidade e favoráveis à Izabel Lorenzetti e, quando em relação ao oponente Tipó, depreciativas. Não bastasse isso, ambos os jornais imprimiram mais exemplares do que de costume e os distribuíram, gratuitamente, pela cidade. Outro aspecto, é que, somados, ambos os jornais têm cinco edições semanais!
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Não só isso. Cinco edições semanais com tiragens que chegam a cinco vezes mais que em períodos de calmaria política. Esses jornais imprimem de 2 a 3 mil exemplares a cada edição e, no período eleitoral, para lá de 10 mil. Assim, toda a semana e nos últimos três meses, Tribuna e Eco circularam com cerca de 50 mil exemplares. Os dois outros jornais que trouxeram matérias destacando Tipó, têm cada um, edição semanal e tiragem de mil exemplares.
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A ação questiona o desequilíbrio causado por essa discrepância de quantidade e enfoque nesses jornais que apoiaram Lorenzetti, consolidados como veículos tradicionais na cidade, portanto, como dignos de crédito. É dizer que o que neles foi publicado é verdade, ainda que não seja. Como Tipó recebeu violentas críticas nos jornais que circularam por toda a cidade, óbvio que influenciaram na formação de opinião dos leitores e, especialmente, dos eleitores.
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Estranha a ainda participação como advogado ativo, ao menos nessa ação, o diretor jurídico da prefeitura de Lençóis Paulista, Waldir Gomes, que, em pleno horário de expediente da Municipalidade estava lá a defender interesses particulares, mas, pago com dinheiro público. Aliás, Gomes, mesmo sem ter se licenciado do cargo atuou como advogado (e representante) da coligação “Lençóis é tudo de bom”. Uma ação foi protocolada e questiona essa sua atuação.
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Infelizmente, a “Justiça” tem dois pesos e duas medidas, acho que porque uns são mais iguais do que outros. Waldir Gomes, em toda gestão Marise diretor jurídico da prefeitura, foi em todas as reuniões convocadas pela Justiça Eleitoral e em horário normal de expediente, ou seja, recebendo salário da prefeitura para defender particulares! Nada contra ele optar por uma candidatura, mas, deveria ter vergonha na cara e deixar de receber dinheiro público!
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E Waldir Gomes, como advogado e ao mesmo tempo representante da coligação “Lençóis é tudo de bom” procedeu às perguntas a esta testemunha. Não vou aqui decliná-las, em respeito ao sigilo de Justiça do referido processo. Mas registro minha indignação à cara-de-pau com que servidor público usa a estrutura e recursos da prefeitura para os interesses privados. Aliás, essa é uma prática comum na administração Marise.
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O prefeito de Lençóis Paulista, em toda a campanha, além da própria imagem, usou e autorizou que usassem recursos humanos e materiais da prefeitura em favor da candidata Izabel Lorenzetti, sua diretora de educação e cultura. Izabel, antes de se licenciar, organizou a tal festa do Dia do Reencontro, cujo único objetivo foi trazer para reverência pessoas de Lençóis e seus familiares que aqui votam para uma farra com o dinheiro público.
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Na última hora e depois que foi denunciada, a prefeitura conseguiu transferir a responsabilidade para os shows musicais dessa ‘festa’ para o grupo Zilor. Mesmo assim, em inauguração de obra pública em período eleitoral é proibida a apresentação musical. E depois, para quem não sabe, o marido de Izabel é herdeiro do acionista do grupo Zilor, o qual teria pago o show artístico no evento que ela, descaradamente, usou para angariar votos.
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A Justiça, dizem, é cega, mas, aqui em Lençóis é por demais. Essa mesma Justiça que já se pronunciou anteriormente não ter visto nenhuma discrepância entre o volume de matérias em favor de Bel e contra Tipó, também não se importou que essa candidata omitisse o milionário patrimônio pessoal na declaração de bens ao TSE, como não viu a pouca vergonha do uso abusivo das estruturas públicas em favor da candidata do prefeito.
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Mas, por outro lado, viu uma oportunidade de praticar o arbítrio quando concedeu liminar para busca e apreensão de exemplares dos jornais Correio Regional e Opinião, num ato só comparável aos praticados contra veículos de comunicação no período de ditadura militar e nos países com regimes de exceção. Os argumentos acatados pela ‘nobre julgadora’ vieram do diretor jurídico da Prefeitura e representante da coligação de Bel Lorenzetti!
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E o prefeito José Antonio Marise não pode dizer que não usou a máquina em favor de sua candidata, porque vários vídeos que correm na internet (onde e graças a Deus seu grupo não tem poder para censurar) mostram situações de uso do dinheiro público para a compra de votos. E em pelo menos dois desses vídeos seus assessores são os protagonistas da malandragem. Aliás, seu chefe de gabinete, Edvaldo Pavanato, revela haver um esquema.
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Claro que esse tipo de ação se configura como crime! Mas o prefeito sempre quis passar a imagem de homem honesto. E não satisfeito, saiu com ofensas e a dizer os que todos que estavam apoiando Tipó, especialmente pessoas de sua equipe de trabalho, eram criminosos. Não vi nada nos veículos de comunicação e mesmo na internet que mostrasse que esses são criminosos. Mas foi gente de Marise, certamente com seu consentimento, que os cometeu.
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O prefeito deve responder por esses atos criminosos. Claro que não são só esses registrados em flagrantes. Em oito anos, quanto será que o patrimônio público foi dilapidado para a compra das pessoas miseráveis, da manutenção da “ceva” para a garantia de votos? Quanto será que custou aos cofres públicos a aquisição de milhares de votos? Quanto será que o “esquema” revelado pelo chefe de gabinete mandou para o supermercado Santa Catarina?
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Aliás, para quem não sabe, o Supermercado Santa Catarina foi (foi???) de Pavanato. E deixou (?) de sê-lo, antes de assumir há quase oito anos, o cargo de chefe de gabinete do prefeito Marise! Não sei o que há entre prefeitura e esse supermercado, mas, outro dia, vi uma camionete da prefeitura descarregando no almoxarifado cestas básicas cujas caixas traziam a estampa do Santa Catarina!
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E agora Marise vem dizer que o “esquema” com o Supermercado Santa Catarina era o de Pavanato mandar marcar para si, um fiado. Fiada é essa conversa! Aliás, tá cheio de conversa fiada nessa campanha de Izabel Lorenzetti que, apesar de ser milionária, parece não ter colocado um centavo de seu bolso. Mentirosa, reitero, porque se apresentou como humilde professorinha. E se for prefeita, ao sair, como vai justificar os bens que escondeu?
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Para finalizar, e completar por hoje minha indignação, soube que a promotora da Justiça Eleitoral é nora do ex-delegado e hoje chefe das operações de segurança do grupo Zilor. Não é por nada, mas, a simpática representante do Ministério Público deveria ter declinado da participação nesses processos que envolvem a Izabel Lorenzetti - herdeira no Grupo Zilor. Deveria, ética e propriamente, ter alegado suspeição.

sábado, 18 de outubro de 2008

Marise ataca para se defender das mazelas cometidas por seu gabinete e assessoria

O Brasil, como teria dito o falecido general Charles De Gaulle, “não é um país sério”. Não mesmo, nem suas instituições, muitas delas ainda longe de ser constituídas como a serviço do povo numa democracia. Aliás, democracia é do povo, para o povo e pelo povo. As instituições do Estado estão à serviço dos poderes, em geral, podres. Esse é contexto das eleições em Lençóis Paulista. A máquina pública esteve e está a serviço do interesse particular.
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Todo o mundo sabe porque viu, ou ouviu falar, ou se beneficiou, ou soube quem foi beneficiado nos últimos meses com recursos públicos em troca de votos. Em troca de votos da candidatura do chefe do poder Executivo, quem, aliás, sempre teve o conceito de bom moço. Uma farsa, claro, porque em oito anos frente ao poder se mostrou um tirano para com o povo e a sua verdadeira face: ditadorzinho de caixa. Robin Hood às avessas pois esfolou os pobres.
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Não por acaso, o orçamento de Lençóis Paulista saltou dos 30 para os 100 milhões de reais. E dá-lhe taxação ao povo, às empresas. Marise foi o prefeito que mais executou inadimplentes na Justiça e governo durante o qual mais processos administrativos foram instaurados para apurar “irregularidades” de servidores. Vários deles foram perseguidos, alguns, que não agüentaram a pressão, pediram demissão.
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Mas esse é o governo do “amor por Lençóis”! E ainda o seu chefe-mor tem a cara-de-pau de dizer que tudo o que as denúncias trouxeram não passa de teatro. Eu concordo com Marise, quanto ao espetáculo, pois, na verdade, Lençóis Paulista está mais para circo, mas, onde os palhaços somos nós, os cidadãos. Ou melhor, o prefeito pensa que todos são palhaços, mas, ainda há alguns que não se dobram aos seus caprichos.
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Dizer que foi montagem, invenção, a cena de seu chefe de gabinete, distribuindo carne em troca de votos para a Coligação “Lençóis é tudo de bom”, é mesmo achar que todos somos palhaços. E não foram só carnes e sabe-se lá por quantos anos, mas, também, outros tipos de produtos. Há denúncias de que o gabinete virou lugar das lamentações. O prefeito “bonzinho” mandou seu assessor pagar o que fosse preciso. De contas de luz, água e telefone até fraldas!
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Tudo em nome, claro, da continuidade do “Amor por Lençóis” e ao caixa da prefeitura! O prefeito Marise acha que o povo é tão tonto que abusou da sua efemeridade no poder. Muitos ainda não se deram conta do que será ter que instalar as calhas em suas residências. Ou alguém duvida que agora que passou as eleições, a conta não chegará. E olha que se não for paga, haverá multa pesada e cumulativa ou seja, vai aumentando de valor.
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Ainda na tentativa de descredibilizar as provas contra as malandragens de seus assessores e colegas na coligação, o ‘honesto e imaculado’ prefeito de Lençóis Paulista diz ser vítima de tentativa de extorsão. Só pode ser mesmo o tal teatro e o ator, bem ruinzinho, que quer se passar por vítima. Usa a estrutura da prefeitura através de recursos materiais e humanos e ainda tem a cara-de-pau de querer se passar por vítima. Quem não te conhece,que te compre!
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Nesta sexta-feira, estava marcada a primeira audiência de um dos processos por crimes eleitorais que teriam cometido os membros da Coligação “Lençóis é tudo de bom”. Izabel Lorenzetti, aquela pobre professorinha que declarou que tem de patrimônio apenas um carro de R$ 35 mil, deverá ser ouvida e explicar o que fazia num evento público de inauguração de praça, com show e tudo o mais das antigas práticas de campanha.
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Contra ela ainda há outros dois processos. Esse da vergonhosa captação de sufrágio de forma ilegal, ou seja, com a doação de carnes e outros materiais e benefícios com recursos da prefeitura e da candidatura (assessores do prefeito doando carne e dinheiro, além de crédito em postos de gasolina) e também pelo abusivo uso de veículos de comunicação – a maioria de sua propriedade – os quais,descaradamente,cederam todo o espaço necessário e a ela apenas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

E a turma do "bem" quer vencer com os bens, públicos!

O “bem” venceu o mal! A turma do bem “não declarado”, dos bens surrupiados dos bens públicos em favor de sua candidatura, venceu as eleições em Lençóis Paulista. A desonestidade, mais uma vez, venceu. Mas é claro que vamos continuar a denunciar e desafiar que provem sua honestidade à Justiça dos homens e, em especial, que se façam parecer honestos.

O prefeito Marise e seus asseclas demonstraram o quanto têm “amor por Lençóis”, ou melhor, ao seu patrimônio. Aliás esse amor está manifestado em vários vídeos que mostram como ele trata o patrimônio público. Descaradamente, o utilizou para comprar votos à eleição de sua candidata. Vê-se que não confiou na sua “bela” administração e, para garantir, teve que sair às compras!

E a compra foi feita de várias maneiras, através de produtos para alimentação a festeiros e famintos. E pelo “esquema” revelado pelo seu chefe de gabinete, trata-se de algo antigo e com objetivo certo: comprar os votos de miseráveis, de famintos, de pessoas necessitadas. Esse é o cristão de missas dominicais, abençoado pelo “representante” de Deus na terra.

Edvaldo Pavanatto, o chefe do gabinete de Marise, é muito desenvolto evidentemente, porque já acostumado a lidar com o “esquema” que montou – a mando, claro, do honesto alcáide que tem amor por Lençóis. Para quem não se lembra, o eficiente ajudante de ordens do prefeito (ao menos no papel) foi proprietário do supermercado do esquema que ele próprio revelou.

E denota que o tal esquema é antigo, provavelmente desde que assumiu - há quase oito anos - funções no gabinete do prefeito Marise. Deve ter gente também do “esquema” comendo a “carne molinha” e de há muito tempo. Mas, para as nossas crianças nas creches e no ensino fundamental municipal só salsichas e carne moída, de segunda, congelada e não há Cristo que a deixe tenra.

Esse é o prefeito que tem amor por Lençóis! E que fez a sua sucessora, a ‘pobre e humilde’ professora que tem como bens apenas um carro de R$ 35 mil e aplicações financeiras da ordem de R$ 30 mil. Evidentemente que se trata de uma farsa, pois, Izabel Lorenzetti, é milionária e escondeu isso da Justiça Eleitoral. Todo o mundo sabe e também o juízo eleitoral, que nada fez para moralizar.

Aliás, toda a campanha de Izabel foi uma farsa. Se quer deu as caras nas frentes de trabalho, por exemplo, daqueles trabalhadores castigados pelo sol e a sujeira dos canaviais das usinas do marido (com quem é casada em comunhão de bens). Bem, de outro ponto de vista, foi até bom porque poupou da hipocrisia aqueles os quais brutalmente explora. Recentemente um desses morreu de tanto trabalhar.

Vergonhosa também a estratégia de credenciar postos de serviços para o fornecimento de combustíveis aos mototaxistas, que para ter o tanque de sua moto com o precioso líquido, tinham que estar repletos de adesivos ‘praguinhas’ da candidatura da ‘professora’. Aliás, Izabel mostrou o quanto sabe de malandragens e desonestidade porque impossível não saber dos artifícios de sua campanha!

E agora, seus veículos de comunicação - os próprios e os comprados – têm a cara de pau de dizer que Tipó vai buscar a vitória no tapetão. Tem mais é que ir às barras dos tribunais e mostrar para esses podres poderes político e econômico, representados pela ‘humilde’ professorinha, que não podem mais agir como se fossem donos da cidade. É preciso mostrar que a disputa tem que ser honesta.

Tomara que a Justiça, inclusive a Eleitoral, possa mostrar à população quem, de fato, é bandido. Marise e seus asseclas não se cansam de dizer que a equipe e colaboradores da candidatura Tipó são bandidos. Não é isso que os vídeos, que trazem a atuação de seus assessores, mostram. Nos parece que os bandidos estão mesmo é na Prefeitura sob o comando do Ali babá da Boca do Sertão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Herrar é Umano" e Humano é Errar. Que isso ecoe por todos os jornais, inclusive ao Eco!

“Herrar é Umano”, concordariam os mais críticos defensores do idioma. E é mesmo. Há erros de todos os tipos, inclusive os maldosos. É certo que o Jornal Eco não os queira praticar, mas, tem cometido deslizes que colocam, sim, a sua seriedade de 70 anos na berlinda. Há, por exemplo, erros bobos como extrapolar os 100%. Ora, 100% não é mais do que tudo num universo onde o percentual do todo é de, exatamente, 100%. Ao somar as percentagens na pesquisa do jornal Eco, algo não bateu porque o universo chegou a 101%!

Na edição da última terça-feira, a manchete do jornal Eco garante que “carreata tucana reúne mais de mil veículos”, evento que aconteceu no sábado, 27, porém, a matéria interna traz no entretítulo que “carreata de Bel e Luiz Carlos leva cerca de mil veículos para as ruas de Lençóis Paulista”. A editora do jornal Eco precisa ser coerente editorialmente porque o leitor fica na dúvida se mentirosas são manchete e matéria da primeira página ou a matéria interna – ou as duas, porque traz dados divergentes.

Há outros erros, e para ficar em mais um numeral, é preciso ilustrar com um exemplo nada ilustre, exatamente do nosso querido vereador Manezinho. Talvez seja por conseguir ‘tantos recursos’ no lugar do prefeito José Antonio Marise, que errou no montante. Talvez possa ter havido erro de edição e a última “conquista” saiu com dois valores: R$ 150 e R$ 120 mil. Afinal, ficamos sem saber se a lorota da liberação das verbas – porque em período eleitoral é proibida – é a de maior valor ou a menor.
Mas os mais graves erros são os de informação. A direção do Partido dos Trabalhadores não gostou das distorções veiculadas na matéria sobre a visita do deputado federal por São Paulo e presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. Ao contrário do que afirmou o jornal, o deputado não anunciou recursos de R$150 ou R$ 120 mil para Lençóis Paulista. Chinaglia se limitou a falar sobre o programa de biodiesel.
Ainda a direção do PT – partido que trouxe o maior volume de recursos para Lençóis Paulista, haja vista que financia a maior obra do governo Marise – anunciou que pedirá retificação da informação (direito de resposta), já que o jornal desconsiderou totalmente a sua informação – como testemunha auricular e ocular e também obtida com a assessoria do parlamentar e sobre a negativa do anúncio de liberação dos recursos anunciados no jornal. A verdade é que o deputado não anunciou algo proibido em período eleitoral.
Testemunhas garantem que o deputado se recusou a falar sobre um assunto que desconhecia e mesmo assim a matéria vem como se ele tivesse afirmado. Até uma foto foi produzida quando Manezinho fora cumprimentar o parlamentar. Tudo isso, certamente, para dar “crédito” à tal notícia. Houve, é certo, a manipulação, a fabricação de um fato que não existiu. E o vereador não precisa de algo nesse nível. O jornal Eco ao invés de o ajudar, o atrapalhou!
O ato certamente trará repercussões negativas às relações políticas e de toda ordem. Conversei com muitas pessoas que reprovaram essa atitude. Aliás, não só essa. Nos últimos dias, Manezinho tem mostrado o seu lado “mané”, talvez até involuntário. Ele participou de alguns episódios cuja repercussão atingiu colegas na imprensa. É possível que não lhe faça diferença, mas, vários deles disseram que vão retribuir a gentileza na urna.
E por falar em gentileza, em fineza, que coisa feia a “turma do bem não declarado” chamar seus adversários e os coleguinhas na imprensa não alinhada (aos cofres da prefeitura) de bandidos. Não tenho notícias de que são esses, ao menos os que militam nessa imprensa, que respondam a processos por insolvência, por empréstimos milionários e não honrados, por aplicação em instituições financeiras não oficiais – prova cabal de incompetência administrativa!
Vem do mesmo lugar - aliás onde o público se confunde com o privado - o uso de imagem e outros recursos da Municipalidade em favor da candidatura à prefeitura pela humilde professora - haja vista que declarou ser proprietária de apenas um veículo usado e parcos recursos em investimentos bancários. Seu jornal de campanha, da coligação “Lençóis é tudo de bom” (para eles), trouxe imagens produzidas e pagas com recursos da prefeitura, mas, utilizadas pela assessoria da candidata como sua propaganda.
E por que mexer em “time que está ganhando” do qual faz parte a ex-diretora de educação e cultura e agora candidata a prefeita? Ora é uso abusivo de patrimônio público. Em todas as edições, foram utilizadas imagens de próprios públicos, crianças com uniformes (pagos com dinheiro público) e tudo para induzir o eleitor como se governo de continuação. O fato é que o prefeito será, obrigatoriamente, substituído!
A coisa chegou num nível de confusão tal entre público e privado que as ações judiciais propostas contra a coligação “Eu quero mais para Lençóis” vêm assinadas pelo diretor jurídico da Prefeitura Waldir Gomes e quem também se apresenta como representante da coligação “Lençóis é tudo de bom”. Não bastasse isso, as testemunhas arroladas no processo são de servidores públicos e ai dessas se tentarem a recusa...
Uma das testemunhas é a coleguinha jornalista Marister Morais a assessora de imprensa da prefeitura, portanto cargo de confiança do prefeito Marise, que figura na ação empreendida pela Coligação “Lençóis é tudo bom” o jornal Correio Regional. É que esse veículo tem publicado em sua edição semanal regional também matérias do candidato Tipó, as quais se contrapõem as cinco edições semanais somadas de Eco e Tribuna em favor da candidata Izabel Lorenzetti.
Embora já se possa imaginar que nada será feito para coibir o abuso de poder e de autoridade, o representante editorial do jornal em Lençóis Paulista ingressou com requerimento de procedimento na Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, em Lençóis Paulista, para checar se conduta do diretor jurídico da prefeitura, Waldir Gomes, não estaria ferindo os artigos 28 e 29 do Estatuto da Advocacia, que impedem que a atuação simultânea.
Se, de fato, o diretor jurídico da prefeitura não tiver legitimidade para propor ação porque só poderia exercer a função pública, a peça jurídico-eleitoral que move contra o Correio Regional – que culminou na cassação do jornal e que depois foi emendada com ampliação de alcance – não poderia ser proposta com seu nome na condição de responsável porque seu autor estaria impedido de tecnicamente responder por ela!
Também é provável que o servidor público Waldir Gomes atente contra a Lei Eleitoral (artigo 73, III da Lei 9.504/97), pois, não poderia atuar simultaneamente na prefeitura e como representante da coligação “Lençóis é tudo de bom”- sem a devido licenciamento do cargo. Gomes tem realizado normalmente suas funções de advogado em causas particulares, públicas e eleitorais sem considerar qualquer impedimento da legislação eleitoral ou mesmo estatutária. A lei, ora a lei!